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22 de março - Dia Mundial da Água

Para mais informações, consulte: www.un.org/en/observances/water-day.

Em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. Esta é uma das maiores celebrações internacionais, a par do Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro), do Dia Internacional da Mulher (8 de março) e do Dia Internacional da Paz (21 de setembro).

O Dia Mundial da Água celebra a água, que é um património de todos e sem o qual não há vida.

Atualmente e de acordo com os dados da UN-Water, 2,2 mil milhões de pessoas vivem sem acesso a água segura.

A disponibilidade e a qualidade da água são um assunto que interessa a todos, pelo que é importante promover o combate à crise global da água. Um dos focos principais é apoiar a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6: água e saneamento para todos até 2030.

Em Guimarães e Vizela temos uma cobertura de rede de água de 99% e de 94% no saneamento e uma percentagem de água segura de 100% - Qualidade de Água Exemplar.

Captámos, tratámos e distribuímos, anualmente, aproximadamente, 10 milhões de metros cúbicos de água, com origem em captações de água subterrâneas e superficiais.

Mantemos em atividade um sistema centenário de fornecimento de água, com recurso a água subterrânea das minas da Penha. A qualidade excecional da água deste sistema centenário tem-se mantido, ao longo dos anos, em resultado da preservação do património natural da Montanha da Penha.
Posto isto, a população de Guimarães e Vizela tem acesso a água em quantidade e qualidade, o que se traduz em saúde pública, qualidade de vida e competitividade da região. 

O tema proposto pela UN-Water, para o Dia Mundial da Água 2025 é "Preservação dos Glaciares".

As principais mensagens que se pretendem difundir, para chamar a atenção da comunidade internacional e instar a tomada de ações concretas são:

1. Os glaciares estão a derreter mais rápido do que nunca. Devido ao aquecimento global, o nosso mundo gelado está a encolher, tornando o ciclo da água mais imprevisível e extremo.

2. O recuo dos glaciares ameaça a vida no planeta. Para milhares de milhões de pessoas, as mudanças nos fluxos de degelo podem provocar cheias, secas, deslizamentos de terra e a subida do nível do mar, afetando os ecossistemas.

3. Preservar os glaciares é uma estratégia de sobrevivência. Precisamos de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e gerir melhor o degelo para garantir a sustentabilidade do planeta. 

Os glaciares são essenciais para o ciclo da água. Fornecem água doce para consumo humano, agricultura, indústria e produção de energia limpa, além de sustentarem ecossistemas saudáveis.

Os glaciares também contribuem para a circulação oceânica, regulando o calor, o dióxido de carbono e os nutrientes que sustentam as cadeias alimentares globais. Além disso, refletem grandes quantidades de radiação solar para o espaço, ajudando a arrefecer a Terra.

Acontece que, os glaciares estão a derreter a um ritmo sem precedentes. O aumento das temperaturas provoca invernos mais curtos e verões mais longos, com ondas de calor e menos neve. Isto afeta a disponibilidade de água e contribui para a subida do nível do mar. 

Há mais de 130 anos que os glaciares são monitorizados através de medições de campo e tecnologias de deteção remota. Estes dados são fundamentais para a tomada de decisões políticas sobre a adaptação e mitigação das alterações climáticas.

Precisamos de proteger os glaciares e os seus recursos hídricos, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa e adotando estratégias de adaptação e mitigação.

Algumas das ações recomendadas pela ONU incluem:

1. Reduzir as emissões globais. É essencial limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme, para abrandar o degelo dos glaciares e minimizar riscos como a subida do nível do mar e a escassez de água.

2. Reforçar a gestão dos recursos hídricos. Melhorar a infraestrutura hídrica e aumentar a eficiência no uso da água são medidas cruciais para gerir o degelo dos glaciares.

3. Planear a adaptação das comunidades vulneráveis. Populações dependentes dos glaciares para obter água necessitam de estratégias de adaptação, como a diversificação económica e o reforço dos sistemas de resposta a desastres.

4. Restaurar ecossistemas. A proteção dos ambientes em torno dos glaciares ajuda a estabilizar os fluxos de água, preservar a biodiversidade e apoiar as comunidades locais.

5. Cooperação internacional. Países que partilham recursos hídricos dos glaciares devem colaborar na gestão sustentável da água.

É importante manter o ciclo de água a funcionar em contínuo e, para isso, temos de preservar o nosso património natural, adotar comportamentos responsáveis no consumo de água, fazendo uma adequada gestão da água disponível e preservando os ecossistemas.

Água é vida!

21.03.2025

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